8 de julho de 2010
Hoje o mar está revolto;
Hoje o mar está revolto;
Ondas turbulentas sacodem meu corpo;
Arrastam meus sonhos para o infinito das estrelas...
O que os olhos não vêem, o coração rastreia...
Pega carona em nuvens de poeira...
O meu amor é sem limites, sem fronteiras...
No ápce da imaginação,
Permita-me a senha...
Quero derrotar tua inesgotavel resistência...
Penetrar minha alma na tua presença;
Tal qual mar abraçando a areia,
Compatível a milhares de dilúvios,
Cúmplices de nossas tormentas...
Arrebenta meus sonhos engaiolados, sem pena...
Com uma enxurrada de certezas...
Arranca de meus olhos antigas teias...
Deixa as águas rolarem feito cachueiras...
Inunda meu céu e eleva-me ao paraíso de tuas algemas...
Deixa eu ocupar todos os olhares que te rodeia;
Ama-me com toda sua loucura e absoluta consciência;
Beija-me como se eu fosse um sonho apenas...
Veja as flores organizarem-se no corpo do seu poema...
Para Ser admirada suas formas, suas cores e essências...
..e cuidada e amada por toda tua existência;
Que venham as nuvens carregadas...
Esvazia-me, beba de minhas ondas alvoroçadas...
Os ventos oscilam ao redor de tua casa...
Surrando minhas memórias em nuances insinuadas...
A verdade inventando emoções descontroladas...
Sonhando sim, com a força da palavra!
Unindo as fronteiras de nossas almas;
Lembrando cada momento de nossas águas jorradas...
Adentra minha boca essa ardente ressaca...
O tempo promete uma chuva de lágrimas...

6 de julho de 2010
A beleza do amor

A beleza do amor está na possibilidade
de vivenciar plenamente a sua riqueza.
O relacionamento entre pessoas maduras,
Inteiras e realizadas nesta vida,
Tende a fluir linda e continuamente,
onde um se espelha na alegria do outro,
Caminhando lado a lado, rumo a felicidade.
Não precisam de algo que o outro tem,
Para se completarem enquanto pessoa.
Não são possessivos com relação ao outro;
Não temem perder o outro,
Cientes que ninguém tem ninguém!
O amor maduro não busca a segurança,
Que está intrínseca na essência de cada um.
Quem ama ganha um novo estímulo na vida,
Renovadas energias e aumento da auto-estima.
Fica com vontade de realizar projetos,
De se cuidar física e mentalmente.
Ganha um interessante tempero extra.
É o amor que apóia, incentiva, cria,
Fortalece e suaviza os corações,
Dá mais força para enfrentar o mundo,
Solidariza, enriquece e complementa.
Tem o poder de aquecer as emoções.
Dá alívio e suporte para enfrentar a tudo e a todos.
Não importa qual tipo de amor seja.
Todos são fundamentais e se complementam.
Anderson já que amou esse poema, aqui está o seu pedido, dedico ele a você meu grande e querido amigo!!
TE ADORO DE MONTÃO!!
Bjuss

5 de julho de 2010
Procura-se pessoas que saibam esperar, que se acomodem dentro do silêncio
Procura-se pessoas que tenham opinião sobre tudo. Que hesitem antes de proferir sentenças definitivas, pois pensamos e sentimos obedecendo ao momento, em eterno conflito entre a razão e a emoção.
Procura-se pessoas que caminhem devagar, absorvendo paisagens e objetos, sem devorar o mundo com a fome de um lobo, sem tanta voracidade.Que saibam observar placidamente quem está ao seu lado, o movimento das estações e o quanto a passagem do tempo nos dá e nos tira.
Procura-se pessoas que ainda se emocionem, como na adolescência, diante do primeiro amor. Que guardem dentro de si um depósito de afeto pronto para ser distribuído diante do anúncio de um abraço, uma palavra destituída de intenções ocultas, um gesto sem outras intenções senão o próprio gesto.
Procura-se pessoas que saibam perdoar os enganos alheios, pois nos mostram, como um espelho distorcido, o quanto em nós é largo o erro. E acolham com naturalidade a possibilidade do perdão. Frágeis, somos como esses caminhantes do deserto que se deixam fustigar pelo vento em busca de uma sombra para descansar. O perdão é essa sombra.
Procura-se pessoas que saibam ouvir sem interpor-se à palavra alheia, sempre a dizer que sua dor é maior do que aquela que estão testemunhando.
O acolhimento generoso do que perturba o outro pode ser a chave para compreender o que dilacera a nossa alma.
Procura-se pessoas que acreditem na palavra compaixão, a mais bela que há. Pois somente quando absorvemos o que se passa além da nossa consciência é possível entender a aflição de quem nos pede ajuda. Pedras, plantas e bichos partilham o mesmo destino. Conhecer esta palavra não significa que saibamos gastá-la como um rei perdulário.
Procura-se pessoas que sejam vigilantes de si e do mundo. Reconheçam a fragilidade da vida e saibam urdir uma espécie de teia protetora para os seres e as coisas. Só o instante é luz, núcleo, aventura que se deve colher com os olhos abertos.
Procura-se pessoas que critiquem menos, admirem mais. Ver o outro com generosidade não é sinal de fraqueza, mas a possibilidade de visitá-lo em sua própria casa.
Procura-se pessoas que tenham fé. Num Deus, num livro, num amigo, no trabalho cotidiano. E saibam que essa entrega incondicional é o primeiro passo para entender que nem tudo precisa passar pela dúvida para ser verdadeiro.
Procura-se pessoas que instiguem a nossa inteligência, desobedecendo o senso comum. Que não saiam pela vida afora com a lista dos dez mais vendidos da semana. É provável que só assim ficamos descobertas inusitadas.
Procura-se pessoas que não estejam preocupadas em agradar o tempo todo. Muitas vezes é preciso provocar o descontentamento para que algo avance, adquirindo fisionomia própria. Que digam sim ou não. Mas nunca sim e não, simultaneamente.
3 de julho de 2010
Alma livre
A vida em sociedade desfigura nossa fisionomia original.
Umas das coisas que define um grande homem de outro que apenas se deixa viver é a capacidade de estar além do que os outros pensam dele. Mais: de manifestar uma certa indiferença em relação a tudo o que o toca. Passamos a maior parte do tempo colocando sob viés analítico atos e pensamentos que não coincidem com os nossos. E nos atormentamos excessivamente com a imagem que queremos mostrar para o mundo.
Poucos de nós tem a coragem de se revelar como realmente são. Obedecemos costumeira-mente às expectativas que jogam sobre nossas costas. O atrito é minimizado e os elogios tendem a crescer, mesmo que à custa da morte das inclinações naturais. A vida em sociedade desfigura nossa fisionomia original. Acabamos quase sempre reagindo, não obedecendo às motivações de nossa alma. O olhar alheio incomoda, pressupõe um julgamento permanente do que somos ou fazemos.
A rebeldia em relação ao estabelecido cobra o seu preço. Padronizar é a ordem do dia. É com isso que o mercado conta: com a lista dos maiores e melhores, com a nossa preguiça em questionar essas pesquisas que determinam o que todos devem gostar ou repudiar. Acabamos nos acomodando ao senso comum, a discretos indicativos que nos dizem para seguir na direção em que todos estão indo.
No entanto, a liberdade vai pelo caminho oposto. Manter esse olhar de distanciamento não só no tocante ao que sentimos, mas também ao que nos cerca, é o melhor antídoto para evitar a corrupção dos gostos pessoais. Sem contar que tira dos ombros o insuportável peso de ficar se preocupando com tudo o que não pertence ao nosso credo pessoal.
As coisas são o que são, sem precisar obedecer aos nossos anseios. Ficamos chocados quando os outros agem ou são diferentes de nós. Oprimidos por um eu que afunila e deforma essa visão, dificilmente percebemos que nada mais são do que manifestações de um mesmo desejo, um poema escrito em ordem diversa, mas ainda assim um poema.
Desfazer-se dessa perspectiva limitadora é como atirar para o alto e para longe todas as ordens de comando que fomos recebendo desde que nascemos. Em Rimbaud, o poeta rebelde que não quis se filiar a nenhuma escola, que não negociou sua juventude em troca de conforto que o acomodamento burguês lhe oferecia. Passados mais de 100 anos, ainda podemos beber dessa fonte que exala um perfume que nos atordoa e humilha, porque revela o tamanho da nossa covardia.
Quase nada tem a importância e a gravidade que lhe atribuímos. Cada um faz o que pode no limite de sua capacidade. Por que nos perturbamos tanto diante do que passa? A crítica em excesso só destrói, nos torna amargos e ressentidos. Sinto um grande cansaço quando me deparo com alguém descontente com tudo e com todos. A época em que vivemos não é melhor e nem pior que tantas outras. O que fazemos é usar ferramentas diferentes, mais sofisticadas (embora muitas vezes falhas) para nos comunicar.
Gostar exige mais de nós. Exige deixar de lado esse constante falatório que esteriliza as relações. O deserto pode ser aqui. Mesmo em meio a tantas construções, tanto barulho, tanto movimento.
Umas das coisas que define um grande homem de outro que apenas se deixa viver é a capacidade de estar além do que os outros pensam dele. Mais: de manifestar uma certa indiferença em relação a tudo o que o toca. Passamos a maior parte do tempo colocando sob viés analítico atos e pensamentos que não coincidem com os nossos. E nos atormentamos excessivamente com a imagem que queremos mostrar para o mundo.
Poucos de nós tem a coragem de se revelar como realmente são. Obedecemos costumeira-mente às expectativas que jogam sobre nossas costas. O atrito é minimizado e os elogios tendem a crescer, mesmo que à custa da morte das inclinações naturais. A vida em sociedade desfigura nossa fisionomia original. Acabamos quase sempre reagindo, não obedecendo às motivações de nossa alma. O olhar alheio incomoda, pressupõe um julgamento permanente do que somos ou fazemos.
A rebeldia em relação ao estabelecido cobra o seu preço. Padronizar é a ordem do dia. É com isso que o mercado conta: com a lista dos maiores e melhores, com a nossa preguiça em questionar essas pesquisas que determinam o que todos devem gostar ou repudiar. Acabamos nos acomodando ao senso comum, a discretos indicativos que nos dizem para seguir na direção em que todos estão indo.
No entanto, a liberdade vai pelo caminho oposto. Manter esse olhar de distanciamento não só no tocante ao que sentimos, mas também ao que nos cerca, é o melhor antídoto para evitar a corrupção dos gostos pessoais. Sem contar que tira dos ombros o insuportável peso de ficar se preocupando com tudo o que não pertence ao nosso credo pessoal.
As coisas são o que são, sem precisar obedecer aos nossos anseios. Ficamos chocados quando os outros agem ou são diferentes de nós. Oprimidos por um eu que afunila e deforma essa visão, dificilmente percebemos que nada mais são do que manifestações de um mesmo desejo, um poema escrito em ordem diversa, mas ainda assim um poema.
Desfazer-se dessa perspectiva limitadora é como atirar para o alto e para longe todas as ordens de comando que fomos recebendo desde que nascemos. Em Rimbaud, o poeta rebelde que não quis se filiar a nenhuma escola, que não negociou sua juventude em troca de conforto que o acomodamento burguês lhe oferecia. Passados mais de 100 anos, ainda podemos beber dessa fonte que exala um perfume que nos atordoa e humilha, porque revela o tamanho da nossa covardia.
Quase nada tem a importância e a gravidade que lhe atribuímos. Cada um faz o que pode no limite de sua capacidade. Por que nos perturbamos tanto diante do que passa? A crítica em excesso só destrói, nos torna amargos e ressentidos. Sinto um grande cansaço quando me deparo com alguém descontente com tudo e com todos. A época em que vivemos não é melhor e nem pior que tantas outras. O que fazemos é usar ferramentas diferentes, mais sofisticadas (embora muitas vezes falhas) para nos comunicar.
Gostar exige mais de nós. Exige deixar de lado esse constante falatório que esteriliza as relações. O deserto pode ser aqui. Mesmo em meio a tantas construções, tanto barulho, tanto movimento.
1 de julho de 2010
23 truques para uma vida longa e feliz
Abrace os amigos da juventude
1-Alimente dentro de você só o que faz bem: fé, amor e alegria.
2-Durma e acorde cedo. O ar matutino revigora.
3-Mantenha as costas eretas. Postura correta afasta a velhice.
4-Jamais diga “sim” quando quiser dizer “não”.
5-Livre-se de tudo aquilo que é inútil. Assim, as energias se renovam.
6-Busque o silêncio uma vez por dia. O universo canta, procure escutá-lo.
7-Faça tudo com moderação. O segredo está no equilíbrio.
8-Providencie ao menos um vasinho de planta para cuidar em casa.
9-Caminhe diariamente, por menor que seja o percurso.
10-Tome um copo de água em jejum, logo que acordar.
11-Aprenda a cozinhar algo diferente e perceba como isso pode se tornar uma terapia.
12-Pense, fale e aja positivamente.
13-Evite ir para a cama com raiva de alguém.
14-Não se isole. Participe de passeios e excursões em grupos. Solidão faz adoecer!
15-Lute por seus sonhos.
16-Não se apegue a intrigas e futilidades.
17-Faça amor pelo menos três vezes por semana. Se o sexo anda morno, vale sair para dançar, praticar uma ação social e até reviver o namoro com eu marido!
18-Siga bons exemplos: leia biografias de grandes nomes, como Jesus, Buda, Gandhi e outras pessoas inspiradoras.
19-Encare as coisas com alegria. O peso dos problemas diminuirá consideravelmente.
20-Faça novos amigos.
21-Contemple a si mesma- e também o Sol, a Lua, as estrelas, a natureza...
22-Nunca faça nada com ódio, raiva ou mágoa.
23-Tenha disciplina. Essa é a principal virtude para quem quer viver bem.
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